A Google vai disponibilizar antecipadamente a parceiros seleccionados alguns dos seus modelos de inteligência artificial especializados em cibersegurança, através do Fairwind Program, numa iniciativa que procura permitir a empresas e organizações identificar vulnerabilidades e preparar os seus sistemas antes que as mesmas ferramentas possam ser utilizadas para ataques.
O Fairwind Program já reúne mais de 650 parceiros, entre empresas de infraestrutura, plataformas digitais e clientes da Google Cloud. Neste âmbito, os participantes passam a ter acesso antecipado a modelos avançados da família Gemini, com utilização limitada e interna, para testar os próprios sistemas, detectar falhas e corrigi-las antes que possam ser exploradas por terceiros.
Além disso, o programa estreou com acesso exclusivo ao Gemini 3.8 Flash Cyber, modelo orientado para tarefas de cibersegurança, que pode ser utilizado em conjunto com o CodeMender, agente da Google concebido para automatizar correcções de software. Assim, a empresa pretende criar uma camada adicional de defesa à medida que as capacidades das ferramentas de IA utilizadas em ataques informáticos também aumentam.
A iniciativa surge, por outro lado, num período de crescente preocupação com o comportamento autónomo de agentes de IA, depois de avaliações terem identificado sistemas capazes de executar acções de intrusão com reduzida supervisão humana. Ao mesmo tempo, empresas do sector têm defendido maior investimento em ferramentas de segurança contra ataques conduzidos por IA, enquanto o Governo dos Estados Unidos já dispõe de acesso antecipado a determinados modelos desenvolvidos por grandes empresas tecnológicas para avaliar os seus riscos antes da disponibilização comercial.


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